;
Introdução
Função – Parte I
Os Pré-Socráticos e a busca pela Arché
Função – Parte I
Sócrates: A Sistematização da Ontologia
Função – Parte I
Patrística e Escolástica
Função – Parte I
Francis Bacon: A destruição dos ídolos
Função – Parte I
Maquiavel: O Verdadeiro Príncipe
Função – Parte I
A Crise da Ciência
Função – Parte I
Fenomenologia: O Resgate da Consciência
Função – Parte I
Chegando a quase 5 litros em um adulto, o sangue é o mais importante dos tecidos de transporte, sendo responsável pela distribuição de nutrientes, proteínas, hormônios, oxigênio e pelo recolhimento de resíduos e excretas. Possui participação ativa no sistema imunológico de defesa. É um tecido conjuntivo cuja matriz é líquida, sendo constituído pelo plasma e pelos elementos figurados.

O plasma compõe cerca de 55% do volume sanguíneo, sendo composto de água (cerca de 92%), proteínas (7%), íons e uma variedade de substâncias diversas dissolvidas (gases, nutrientes, excretas, hormônios, anticorpos, entre outros). Sua função principal é servir como meio de transporte de substâncias e de trocas entre o sangue e os tecidos.
No plasma se encontram em suspensão células (eritrócitos e leucócitos) e plaquetas (fragmentos de células). Na circulação as células do sangue não se dividem e seu tempo é relativamente curto, exigindo que, continuamente, os tecidos hematocitopoiéticos produzam células sanguíneas novas.
Também denominados hemácias ou glóbulos vermelhos, são as células mais numerosas do sangue, com uma quantidade de 4 a 5 milhões/mm³ de sangue.
Nos mamíferos, seu processo de diferenciação final leva à perda do núcleo, o que faz assumirem a forma de um disco achatado, o que aumenta sua superfície relativa de contato bem como os torna mais flexíveis, permitindo sua passagem em capilares mais estreitos. A ausência de núcleo (e, portanto, de DNA) torna impossível a reciclagem normal dos componentes celulares que se desgastam, o que contribui sobremaneira para seu tempo reduzido de vida, em torno de 3 meses nos seres humanos. Assim, todos os dias são produzidos 200 bilhões de hemácias. A mesma quantidade tem de ser destruída.
A quantidade de hemácias circulantes é regulada por um hormônio, a eritropoetina, secretado nos rins, em função da saturação (nível) de oxigênio no sangue. A baixa saturação de oxigênio no sangue estimula os rins a produzirem a eritropoetina, que por sua vez, age na medula óssea vermelha, acelerando a produção de hemácias e aumentando seu número.
Apesar de a quantidade de hemácias se manter praticamente constante, seu número pode variar de acordo com alguns fatores.
Na eritropenia, há redução do número de hemácias. Nesse caso, a contagem de hemácias cai abaixo de 4 milhões/mm³ de sangue. Com isso, a capacidade de transporte de oxigênio é comprometida, fazendo o indivíduo se sentir cansado e até com falta de ar. Nos casos mais graves, pode ocorrer palidez da pele e das mucosas, como a gengiva. É comumente chamada de anemia.
As anemias podem ter várias causas:
decorre da deficiência de nutrientes necessários para a produção de hemoglobina ou para a multiplicação das hemácias. A redução da ingestão ou de absorção de ferro dificulta a produção de hemoglobina, levando à anemia ferropriva. A carência, por sua vez, das vitaminas \({{B}_{12}}\) ou \({{B}_{9}}\), dificulta a multiplicação dos eritroblastos precursores de hemácias, caracterizando a anemia megaloblástica.
nesse tipo, a redução ocorre por perda de significativo volume de sangue, como em hemorragias.
os indivíduos com esta anemia possuem genes que produzem hemoglobina alterada. É o caso da talassemia e da anemia falciforme.
doenças que comprometem a medula óssea, como a leucemia, provocam anemia falciforme.
Na eritrocitose, há aumento do número de hemácias. Raramente essa anemia é causada por uma doença, sendo mais comumente associada a baixas pressões de oxigênio no ar.
Plaquetas são responsáveis pela coagulação. São também denominadas trombócitos e ocorrem por volta de 300 mil/mm³ de sangue. Não são células e sim fragmentos do megacariócito da medula óssea.

A protrombina é uma enzima inativa, produzida pelo fígado, com dependência de vitamina K. Na presença de íons \(C{{a}^{++}}\) e tromboplastina (liberada pelas plaquetas da rolha plaquetária), ocorre sua conversão em forma ativa, a trombina. Por sua vez, a trombina age transformando fibrinogênio, proteína plasmática solúvel, também produzida no fígado, em fibrina, uma proteína fibrosa que se adere a hemácias e forma o coágulo, fundamental para o bloqueio da lesão.
Os leucócitos são células de defesa. Assim, quando o organismo é invadido por algum agente patogênico ou substância desconhecida, os leucócitos desempenham papel fundamental em seu controle e eliminação.
O número de leucócitos varia em torno de 5000/mm³ de sangue, e a variação em sua quantidade pode ser indicativo de alguns tipos de doença.
Na leucocitose, ocorre o aumento do número de leucócitos. Frequentemente, é sinal de uma resposta imunológica (infecção ou alergia). Esta resposta visa aumentar a capacidade de defesa.
Na leucopenia, há diminuição do número de leucócitos. Pode ser causada por doenças da medula óssea vermelha, como a leucemia, ou por infecções, como a provocada pelo HIV (Aids), e causa a redução da capacidade do organismo de se defender de infecções.
A linfa complementa a função do sangue e consiste em um líquido claro que percorre os vasos linfáticos. Sua constituição é semelhante à do sangue, porém carece de hemácias. Possui leucócitos, especialmente linfócitos.
Está envolvida na drenagem do excesso de líquido intersticial (isto é, que fica por entre as células) e em seu retorno ao sistema circulatório, evitando edemas localizados. Participa ativamente do processo de defesa do organismo e age na absorção de lipídios no processo digestivo.
São células grandes, de contorno irregular, com núcleo que lembra forma de um rim; podem deslocar-se por pseudópodes; são células fagocitárias, ricas em lisossomos e têm ampla distribuição pelo corpo. São células conjuntivas denominadas
A produção de soro antiofídico é feita por meio da extração da peçonha de serpentes que, após tratamento é introduzida em um cavalo. Em seguida são feitas sangrias para avaliar a concentração de anticorpos produzidos pelo cavalo. Quando essa concentração atinge o valor desejado, é realizada a sangria final para obtenção do soro. As hemácias são devolvidas ao animal, por meio de uma técnica denominada plasmaferese, a fim de reduzir os efeitos colaterais provocados pela sangria.
Disponível em: http://www.infobibos.com. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado).
A plasmaferese é importante, pois, se o animal ficar com uma baixa quantidade de hemácias, poderá apresentar
Por imunofluorescência, verificou-se que, ao injetar um antígeno, para a produção de soro antidiftérico, certas células do tecido conjuntivo mostraram intensa atividade no nível do ergastoplasma. Isso indicava uma grande produção de anticorpos. Essas células são denominadas:
Encontram-se listadas abaixo algumas propriedades, características ou funções dos elementos figurados do sangue humano. Associe um número a cada uma, utilizando o seguinte código:
Referente a hemácias
Referente a leucócitos
Referente a plaquetas
- Transporte de oxigênio
- Defesa fagocitária e imunitária
- Coagulação do sangue
- Riqueza em hemoglobina
- Capacidade de atravessar a parede dos capilares intactos para atingir uma região infectada do organismo.
Escolha dentre as possibilidades abaixo a que contiver a sequência numérica correta:
Em relação ao tecido hematopoiético e sua constituição, assinale a alternativa correta.