;
Introdução
Função – Parte I
Os Pré-Socráticos e a busca pela Arché
Função – Parte I
Sócrates: A Sistematização da Ontologia
Função – Parte I
Patrística e Escolástica
Função – Parte I
Francis Bacon: A destruição dos ídolos
Função – Parte I
Maquiavel: O Verdadeiro Príncipe
Função – Parte I
A Crise da Ciência
Função – Parte I
Fenomenologia: O Resgate da Consciência
Função – Parte I
O sistema imunológico ou imunitário consiste em um verdadeiro exército de defesa do nosso organismo, que, vigilante e atento, protege-nos do ataque diário de vírus, bactérias e demais agentes patogênicos. Há uma série de barreiras físicas e químicas que tentam impedir a entrada desses patógenos.
A pele é uma barreira eficiente e a primeira a ser vencida pelos microrganismos patogênicos. A camada córnea é compacta, resistente e praticamente intransponível, possuindo também um pH ácido (entre 4 e 5), que inibe a proliferação de bactérias.
Há também barreiras químicas, pois, apesar de eficiente, a pele não recobre todas as superfícies corporais. Através das mucosas da boca, do tudo digestivo, das vias respiratórias e dos órgãos genitais, os microrganismos podem penetrar. Nesses locais a proteção é proporcionada pela contínua secreção de mucos, ricos em substâncias que destroem ou inibem o crescimento de micróbios. A lágrima, por exemplo, possui uma enzima – a lisozima – que digere a parede celular bacteriana.
Tem sua ação dividida em dois tipos: a resposta humoral, mediada por anticorpos (ou imunoglobulinas), e a resposta celular.
geralmente, é celular e estimula o combate a qualquer agente estranho, independentemente de sua natureza.
se desenvolve gradualmente, conforme entramos em contato com agentes infecciosos. Ela é mediada pelos linfócitos, que se utilizam de vários mecanismos, incluindo anticorpos.
Constituem a linha de frente da resposta imune, vivendo, em média, apenas de 2 a 4 dias.
Muitas vezes, a ação dos neutrófilos elimina o agente infeccioso. Entretanto, caso a infecção prossiga, os macrófagos, que fagocitam mais lentamente o patógeno, entram em ação. Apesar de mais lentos, eles têm vida muito mais longa e sofrem uma diferenciação. Os macrófagos, portanto, tornam-se células apresentadoras de antígenos. A partir desse momento, a resposta imunológica, que era natural e inespecífica, passa a ser específica para aquele organismo ou substância patogênica.
Os linfócitos são produzidos a partir de células-tronco da medula óssea vermelha e são de dois tipos principais. Enquanto o linfócito B se diferencia na própria medula e será responsável pela produção dos anticorpos, o linfócito T necessita passar pelo timo. Depois de maduros, os linfócitos podem ficar circulando no sangue ou estacionados nos linfonodos, que fazem parte do sistema linfático.
secreta substâncias diversas, como o interferon e as interleucinas, capazes de estimular outras linhas de defesa também específicas.
produzem os anticorpos, ou imunoglobulinas, que são proteínas de defesa.
células destruidoras de células cancerosas ou infectadas.
A grande vantagem da existência de células de memória imune é que, caso o mesmo agente patogênico volte a invadir o organismo, já haverá muito mais células específicas para seu combate e a infecção será debelada mais rapidamente.
Portanto, a resposta imune e a produção de anticorpos se processam em duas fases: a resposta primária e a secundária.
Ocorre após o primeiro contato com o antígeno. Terminada a infecção, uma parte dos linfócitos específicos se transforma em células de memória, que guardam a “lembrança” química daquele antígeno.
Ocorre apenas se já houve resposta primária para aquele antígeno. O novo contato com o mesmo antígeno leva à ativação das células de memória existentes e a uma ativação dos mecanismos de defesa específicos, incluindo a produção de anticorpos, muito mais rápida e eficiente.
Na imunização ativa são ativados os próprios mecanismos de defesa. Nesse tipo, deve haver contato com o patógeno, para que ocorra produção de linfócitos, de anticorpos e retenção de células de memória. A imunização é natural quando o contato com o patógeno é espontâneo, como com uma doença infecciosa ou com uma peçonha (de cobra, por exemplo), induzindo a produção de anticorpos e de células de memória. Se a doença for debelada, o indivíduo se torna, em geral, imune.
A imunização é artificial quando se estimula de modo controlado a ativação da imunidade, como no caso de vacinas.
Na imunização passiva, recebem-se anticorpos prontos; nesse caso, o indivíduo recebe anticorpos contra antígenos específicos. Essa imunização pode ser natural, como na gravidez e na lactação, quando a mãe pode transmitir anticorpos, respectivamente, pela placenta e pelo leite para o filho, uma vez que o feto e o recém-nascido não dispõem de mecanismos muito efetivos de defesa imune.
Na imunização artificial, quando um agente patogênico muito virulento ou tóxico entra em contato com o organismo, um dos modos de evitar ou minimizar suas ações é utilizar o soro.
Algumas doenças são consideradas como autoimunes porque as pessoas que as possuem
Os sintomas mais sérios da Gripe A, causada pelo vírus H1N1, foram apresentados por pessoas mais idosas e por gestantes. O motivo aparente é a menor imunidade desses grupos contra o vírus. Para aumentar a imunidade populacional relativa ao vírus da gripe A, o governo brasileiro distribuiu vacinas para os grupos mais suscetíveis.
A vacina contra o H1N1, assim como qualquer outra vacina contra agentes causadores de doenças infectocontagiosas aumenta a imunidade das pessoas porque:
O sangue, além das hemácias, encontramos leucócitos. Um dos tipos de leucócitos são os linfócitos, cuja frequência é relativamente alta no sangue. Em relação a essas células, os linfócitos, podemos afirmar que:
A esquistossomose (barriga-dʼágua) caracteriza-se pela inflamação do fígado e do baço causada pelo verme Schistosoma mansoni (esquistossomo). O contágio ocorre depois que larvas do verme são liberadas na água pelo caramujo do gênero Biomphalaria, seu hospedeiro intermediário, e penetram na pele humana. Após o diagnóstico, o tratamento tradicional utiliza medicamentos por via oral para matar o parasita dentro do corpo. Uma nova estratégia terapêutica baseia-se na utilização de uma vacina, feita a partir de uma proteína extraída do verme, que induz o organismo humano a produzir anticorpos para combater e prevenir a doença.
Instituto Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Fiocruz anuncia nova fase de vacina para esquistossomose. Disponível em: http://agencia.fiocruz.br. Acesso em: 3 maio 2019 (adaptado).
Uma vantagem da vacina em relação ao tratamento tradicional é que ela poderá:
Que nome se dá à imunidade que o indivíduo possui desde o seu nascimento?